
Alguns dos principais teóricos do absolutismo europeu incluem Jean Bodin, Thomas Hobbes e Jacques-Bénigne Bossuet. Cada um deles contribuiu com ideias fundamentais sobre o poder absoluto do monarca e a natureza do governo.
- Jean Bodin: Sua obra mais influente é “Os Seis Livros da República” (Les Six Livres de la République), publicada em 1576. Nesta obra, Bodin defende a ideia de soberania absoluta, argumentando que o monarca deve ter autoridade total sobre seus súditos e território, sem restrições de leis divinas ou humanas.
- Thomas Hobbes: Hobbes é conhecido principalmente por sua obra “Leviatã” (1651). Neste livro, ele apresenta sua teoria política, na qual descreve o estado natural da humanidade como sendo de guerra de todos contra todos. Para evitar esse estado de caos, Hobbes defende a formação de um governo absolutista forte, que garanta a ordem e a segurança, mesmo que isso signifique a concentração de poder nas mãos de um soberano.
- Jacques-Bénigne Bossuet: Sua obra principal é “Política Tirada das Próprias Palavras da Sagrada Escritura” (Politique tirée de l’Écriture sainte), publicada em 1709. Neste livro, Bossuet articula a teoria do direito divino dos reis, argumentando que os monarcas governam com autoridade concedida por Deus e, portanto, devem ser obedecidos sem questionamento por seus súditos. Ele fundamenta suas ideias no Antigo Testamento da Bíblia.
Tabela com a linha do tempo de cada autor e o contexto histórico em que escreveram suas obras:
Autor | Linha do Tempo | Contexto Histórico |
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Jean Bodin | – 1530: Nasce em Angers, França – 1576: Publica “Os Seis Livros da República” | – França em meio às Guerras de Religião – Turbulência política e religiosa |
Thomas Hobbes | – 1588: Nasce em Westport, Inglaterra – 1651: Publica “Leviatã” | – Guerra Civil Inglesa – Colapso da autoridade central – Intensa agitação política |
Jacques-Bénigne Bossuet | – 1627: Nasce em Dijon, França – 1709: Publica “Política Tirada das Próprias Palavras da Sagrada Escritura” | – Reinado de Luís XIV da França – Consolidação do absolutismo francês – Tentativa de justificar teologicamente o poder monárquico |